Rally dos Sertões 2008 - A 2ª etapa do Rally Internacional dos Sertões chegou ao fim nesta quinta-feira, 19 de junho, que saiu de Rio Verde em direção a Aruanã, em Goiás. Entre as motos, o brasileiro José Hélio se deu bem nos 482 km, assumindo assim o 2º lugar da classificação geral, ficando atrás apenas do francês Cyril Despres, que venceu o Super Prime e a 1ª etapa.
Nos quadriciclos, o brasileiro Robert Nahas venceu novamente, mantendo-se na liderança. Enquanto isso, os estrangeiros ainda dominam os carros, com o sul-africano Giniel de Villiers e o alemão Dirk von Zitzewitz levando a 2ª etapa, de novo. Em 2º lugar, aparecem o americano Mark Miller e o sul-africano Ralph Pitchford.
Nos caminhões, os brasileiros continuam sendo os mais rápidos. O trio formado por Edu Piano, Sólon Mendes e Davi Fonseca foram os melhores dessa etapa, ficando a frente de Christian von dem Bach/André Luiz Casagrande/Luciano César Andreoti.
A maior dificuldade dessa etapa foi a especial inicial, na qual os competidores enfrentaram 40 km travados, passando por região de será, com muitas erosões e pontes de terra. Ainda tiveram pelo caminho piso de piçarra e estradas de fazenda, onde a passagem estava mais fácil. "O início da especial de hoje foi um pouco difícil, mas estamos felizes até o momento", resumiu Giniel de Villiers.
Zé Hélio acredita que a etapa resumiu bem o que é o Sertões. "Foi um percurso bastante completo. Tivemos trechos travados e de alta velocidade, pedra, areia, muito calor e travessia de rios", contou o piloto. Outro que ficou satisfeito com o desempenho foi Robert Nahas. "Fiz uma prova redonda, tranqüila e sem erros de navegação. Tomei cuidado com a poeira e com as curvas de nível, que sempre causam risco de capotamento aos quadriciclos", comentou.
Edu Piano também acredita que a prova exigiu bastante dos competidores. "A especial foi dura e exigiu bastante da navegação. A equipe cumpriu o objetivo estipulado para hoje, que foi poupar o caminhão", disse o piloto.
E isso só tende a piorar, segundo o diretor de prova de motos e quadriciclos, Adilson Kilca. "De agora em diante a prova ficará extremamente difícil. As especiais serviram para aclimatar pilotos e equipamentos. Portanto, é fundamental que ninguém abuse, pois qualquer tombo pode custar caro. Não é hoje que alguém irá ganhar o rali. É muito mais fácil colocar tudo a perder", disse Kilca. |